Quando ele veio ao pé de mim com aquela rosa tão linda e de certa forma me acariciou com aquelas palavras ditas nu momento certo, à hora perfeita, fiquei por um lado muito à toa, mas por outro muito feliz… Foi como se no meio da escuridão tivesse surgido uma luz profunda que me veio alegrar a vida e os pensamentos. Por momentos pensei que tinha voltado a apaixonar-me mas depressa me apercebi que tudo não passava de uma pequena confusão na minha cabeça, vinda de um passado recente repleto de paixão e alegria. Horas depois surgiu um segundo ele que mais uma vez mexeu com os meus sentimentos. Desta vez, não pela incerteza de uma paixão inesperada, mas por uma possível desilusão de amizade. Ele veio, entregou-me uma folha e pediu de mansinho que não a lesse naquele momento, mas sim, quando entrasse na aula. Chegou o momento de a ler e observei. Ao observar, vi um poema. Um poema que me fez subir ao céu por instantes. Cada verso que lia fazia-me sentir mais útil e especial na vida das pessoas que me rodeiam, melhor pessoa no Mundo e fiquei feliz por este amigo me ter dado a confiança para expor as minhas tristezas, mas nem tudo na vida é tão bonito assim. Momentos mais tarde vim a saber que estes dois “eles” se odiavam profundamente desde há muito tempo e novamente me fui abaixo. Aquela luz profunda e carinhosa que havia surgido tinha desaparecido e um mar de profundezas escuras e sombrias instalou-se de tal forma no meu coração que ainda hoje tenho dificuldade em ver a superfície do Mundo, onde tudo é claro e bom de se ver; Tudo isto porque me apercebi que provavelmente aquele amigo que não tinha e que pensei ter encontrado, na verdade não tinha intenções de cuidar de mim, mas sim a preocupação de fazer inveja ao seu antigo rival, de uma forma que me magoou muito, usando-me. Há quem diga que um mal nunca vem só e a mim, só me resta esperar pelo que há-de vir e aos poucos ir perdendo a esperança de ter uma vida melhor com amizades verdadeiras e duradouras.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
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